Crônicas de Istambul – Referendo pode mudar sistema de governo na Turquia

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Istambul – 10/04/2017

Os países em geral, e a comunidade europeia especificamente, estão de olho no próximo dia 16 de abril quando ocorrerá a votação do referendo sobre as 18 emendas constitucionais aprovadas pelo Parlamento turco em janeiro. As pessoas com quem converso se mostram preocupadas com o futuro do país, já que metade da população apoia o governo e a outra metade é contra. Há informações de que muitas famílias mais abastadas já estariam enviando seus filhos para outros países, como Estados Unidos e Canadá.

Se a população votar sim, só aumentará a concentração de poder nas mãos do presidente Tayyp Recep Erdogan, tendo em vista que com as mudanças não haverá mais o cargo do primeiro-ministro. Além disso, Erdogan terá ainda a chance de se candidatar a mais dois mandatos de cinco anos, além de poder nomear e demitir todos os membros de seu gabinete e de vários funcionários de alto escalão sem consultar ninguém.

Mas pelo jeito as mudanças não ficarão só no âmbito interno, Erdogan já tem sinalizado que vai endurecer o diálogo com países da comunidade europeia como Alemanha e Holanda que, segundo ele, estão acolhendo pessoas ligadas a Fetulah Gullen. Enfim, o que se ouve por aqui é que, com tantos poderes, Erdogan poderá se tornar mais um ditador o que poderá desencadear mais violência, especialmente daqueles que não têm voz hoje no país, como a minoria curda.

O final de semana foi de manifestações contra e a favor das mudanças em vários locais, como em Yenekapi, lado europeu de Istambul e que teve a presença do presidente Erdogan e de centenas de simpatizantes.

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Pós-golpe

Só para relembrar, desde a tentativa fracassada do golpe de estado em 15 de julho do ano passado e que resultou na morte de 240 pessoas e ferimentos em mais de 2 mil, o governo turco prendeu mais de 40 mil pessoas e pelo menos 100 mil funcionários públicos foram demitidos, entre eles professores, juízes e promotores.

Além disso, houve uma grande ofensiva contra a liberdade de imprensa. De acordo com a mídia local, pelo menos 150 jornalistas estão presos e 179 veículos de comunicação, entre eles jornais, TVs e sites foram fechados.

Que venha o dia 16 de abril.

Silvana Coelho

Jornalista

 

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