China: um país de contrastes

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Istambul – 01/04/2020

Por Silvana Coelho

A pandemia provocada pelo novo coronavírus e que se espalhou mundo afora colocou a China em destaque, pois foi lá que sugiram os primeiros casos de pessoas infectadas pelo vírus, a partir de um mercado na cidade de Wuhan que comercializa animais silvestres usados na alimentação dos chineses.

Por isso, comecei a relembrar a viagem que fizemos àquele país em maio/junho de 2019 e as curiosidades que vimos por lá, especialmente no que se refere à política, alimentação e religião. Foram 20 dias visitando diversas cidades como Beijing (ex-Pequim), Shangai, Ghuangzhou (antiga Cantão) e o interior da China, como as regiões de Zhangye e Jiayuguan (Gansu), Jiuquan, Dunhuang, Qinghau (Planalto Tibetano).

Nesse período foi possível ver a dinâmica das cidades, seus traços culturais, religiosos e alimentares, entre outros. Mas chamou a atenção os costumes gastronômicos dos chineses, que comem de tudo, desde frutos do mar a insetos e animais silvestres, como macacos e morcegos, por exemplo. Em um breve passeio pelo centro comercial de Pequim, por exemplo, dá para ver restaurantes e lanchonetes oferecendo uma variedade de “espetinhos” que, às vezes nem dá para identificar o que é. Esse costume ainda persiste, embora digam que ocorra em algumas poucas regiões.

Mas a China pode ser lembrada pelos contrastes entre uma cultura milenar, como os templos antigos e os quimonos coloridos, e a modernidade que o capitalismo oferece, onde se destacam a utilização de carros e moto elétricas, que não poluem o meio ambiente; o trem bala e suas estações que mais parecem shopping centers; e principalmente o uso do celular como meio pagamento em todas as esferas da sociedade, como restaurantes, lojas e estações de metrô, entre outras curiosidades.

Religião

Mas deixando a gastronomia e o coronavírus de lado, quero abordar um pouco a questão religiosa na China comunista. O país tem mais de 1,3 bilhão de habitantes e controla rigidamente tudo o que se refere à religião. Segundo o site Movimento de Lausanne (www.lausanne.org), a China possui o confucionismo, o taoísmo e o budismo como religiões oficiais, embora o islamismo e o cristianismo também estejam presentes. Entretanto, o site destaca que a Igreja Católica Chinesa oficial é controlada pelo governo e não é vinculada ao Vaticano.

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De acordo com a ONG Portas Abertas (www.portasabertas.org.br), na China existem cerca de 97 milhões de cristãos, englobando protestantes, católicos e outras denominações. O balanço anual dos países onde há perseguição religiosa publicado pela ONG coloca a China na 23ª posição. A Lista Mundial da Perseguição 2020 analisou a situação em 50 países no período de 01/11/2018 a 31/10/2019.

Nos últimos anos, a China tem ampliado o cerco aos cristãos seja com o fechamento de igrejas, seja com a prisão de seus líderes. Além disso, um projeto do governo do presidente XI Jinping pretende, até 2022, publicar uma nova versão da Bíblia, alinhada com as diretrizes comunistas, com o objetivo de estabelecer uma “compreensão correta” do livro sagrado dos cristãos.

Enfim, ser cristão na China não deve ser tarefa das mais fáceis. Vale a pena visitar os sites listados abaixo para conhecer melhor a realidade chinesa em relação aos cristãos.

Confira:

https://www.portasabertas.org.br/lista-mundial-da-perseguicao/china

https://www.lausanne.org/pt-br/recursos-multimidia-pt-br/agl-pt-br/2019-09-pt-br/sinizacao-da-religiao-na-china

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/05/15/O-projeto-chin%C3%AAs-de-%E2%80%98retraduzir%E2%80%99-a-B%C3%ADblia.-E-o-cerco-%C3%A0s-religi%C3%B5es

https://www.forbes.com/sites/ewelinaochab/2019/04/20/is-china-conducting-a-crackdown-on-religion/#6abd9b6719d3

 

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